segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Teatro Grego




Uma festa em honra ao deus do vinho, Dioniso. Essa era a configuração inicial do teatro grego. Aos poucos essa festa vai se transformando e virando uma encenação de trechos das histórias conhecidas por todos os gregos e, Dioniso transformou-se em deus do teatro. Havia dois gêneros de peças teatrais, as tragédias e as comédias. Enquanto que as segundas eram risíveis por tratarem do homem comum, mundano e sem grandes qualidades, que deveria, portanto, fazer rir, a primeira por abordar a história dos deuses e heróis era encenada de forma solene, levando, não raro, a assistência às lágrimas com o destino dos personagens.
Aristóteles ao escrever sobre as tragédias afirmou que elas levavam a audiência à catarse, ou seja, o público tinha, por meio dessas peças trágicas, a possibilidade de “purgar a alma”, purificar o espírito através da descarga emocional, o sofrimento, causado pelo drama encenado no palco.
Ainda segundo o filósofo grego, se um homem bom passa da má para a boa fortuna, nós não sentiremos terror; se um homem bom passa da boa para a má fortuna, nós ficamos com pena, e não sentimos compaixão nem terror; se um homem mau passar da boa para a má fortuna, nós ficamos felizes da vida; e se um homem mau passar da má para a boa fortuna, nós sentimos repugnância.
Ou seja, é preciso que o herói trágico passe da "Felicidade" para a "Infelicidade" por alguma desmedida sua para atingir a catarse. Por exemplo: Édipo Rei, que começa a história como rei de Tebas e no fim se cega e se exila. Ou, uma história mais próxima de todos, Romeu e Julieta, numa releitura que Shakespeare faz da tragédia, onde os dois eram filhos de importante gente da cidade e acabam mortos pela desmedida do amor. (Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarse. Consultado em 04/05/2011)

            Durante o chamado século clássico, século V a. C., o teatro grego atingiu o ápice e três grandes autores desenvolveram a técnica de contar histórias ao público, Ésquilo, Sófocles e Eurípedes foram autores dos grandes textos, alguns deles chegaram até nós em sua totalidade.
            Ao realizar seu trabalho você deverá ter em mente alguns dos tópicos apresentados em sala de aula e suas percepções da leitura que deverias ter desenvolvido de alguma peça grega. Seguem abaixo alguns tópicos para lhe servirem de guia no que se refere a desenvolver. Para facilitar seu trabalho os tópicos foram divididos em três grupos; um grupo explora, especialmente, a figura dos homens e sua relação com o destino. O segundo grupo trabalha com o papel da mulher dentro da sociedade grega e, por fim o poema da Odisséia, irá desenvolver dois pontos, a formação do homem grego e o valor da vingança entre os gregos.
Os alunos que lerão diálogos platônicos e a “Arte poética” receberão em sala a atividade que será desenvolvida.

Título da peça
Autor da peça
Édipo rei
Sófocles
Agamenon
Ésquilo
Sete contra Tebas
Ésquilo
Édipo em Colono
Sófocles

Todas as quatro peças são tragédias

·        O destino exerce influencia no destino dos personagens, em que medida isso ocorre?
·        Qual o papel desempenhado pelos homens na peça?
·        A guerra é vista de que maneira?
·        Os homens culpam os deuses por seus infortúnios?
·        Os personagens secundários comportam-se de que maneira?

Título da peça
Autor da peça
Medéia
Eurípedes
Electra
Eurípedes
Lisístrata
Aristófanes
Antígona
Sófocles

Medéia, Antígona e Electra são tragédias, Lisístrata é uma comédia.

·        As personagens principais representam a mulher grega comum?
·        Qual a intenção de cada uma das mulheres na peça?
·        O que os homens pensam da atitude tomada pelas mulheres?
·        A idéia de destino se faz presente no texto teatral?
·        Qual a imagem que você ficou da mulher título da peça que você leu.


Título do poema
Autor do poema
Ilíada
Homero
Odisséia
Homero


·        Qual o papel de homens, mulheres, velhos, escravos, crianças na obra?
·        Os deuses interferem de que maneira no cotidiano humano?
·        Existe preferência dos deuses por humanos ou todos são tratados da mesma forma?
·        Nos quatro primeiros capítulos o personagem Telêmaco aprende algo?
·        A seu ver, existem ensinamentos para os meninos gregos no poema?

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As Músicas na História



Livro: MELLO, Zuza Homem de. SEVERIANO, Jairo. A canção há História. 85 anos de Músicas Brasileiras. Volume 1: 1901-1957. São Paulo: Editora 34, 1997.
MELLO, Zuza Homem de. SEVERIANO, Jairo. A canção há História. 85 anos de Músicas Brasileiras. Volume 2: 1958-1985. São Paulo: Editora 34, 1998.

Dia destes passeando pela Biblioteca SP, no Carandiru, deparei-me com o livro “A canção no tempo – 85 anos de músicas brasileiras” do Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, dois reconhecidos estudiosos da música brasileira. Sem muita vontade de fazer uma leitura, mesmo que superficial, na hora peguei o segundo volume, que dá conta dos anos de 1958 a 1985. cheguei em casa e comecei a folheá-lo com maior atenção. Adorei, os autores tiveram uma ideia genial. Ano a ano foram listando as músicas mais relevantes, explicando a origem de cada uma, em alguns momentos sua importância para a história da música, sua composição acidental ou preparada. Informações preciosas, que apontam que Elis Regina, além de um faro incrível para talentos musicais também tinha uma grande inspiração para mexer em alguns arranjos, como o de “Upa, neguinho” de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, depois de muito insistir com Edu Lobo, que não queria que ela gravasse a música, Elis ainda colocou “os breques com percussão nos versos: capoeira/ posso ensinar, ziquizira/ posso tirar, valentia, posso emprestar, mas liberdade só posso esperar...” Ou ainda que a música “Soy loco por ti América”, foi pedida por Caetano Veloso a Capinam tão logo o cantor soube da morte de Che Guevara. Ainda sobre Caetano a letra de Sampa foi feita para um depoimento do compositor baiano sobre a cidade de São Paulo para um programa da tevê Bandeirantes; ou seja, em vez de falar Caetano preferiu cantar seu amor pela cidade fazendo referências àquilo que o compositor considera referencial na cidade que adotou na década de 1960 para viver. Há também, talvez, o maior sucesso de Antonio Carlos e Jocafi, “você abusou”, que a princípio não despertava muito a fé dos compositores que fosse virar, “acreditando mais em ‘mudei de idéia’ que deu título ao seu primeiro elepê.”
Enfim, as surpresas são muitas, a leitura agradabilíssima, e, em tempos de internet, é possível ouvir todas as músicas enquanto se lê um breve histórico da mesma. Para um professor os livros (há ainda o volume 1 que aborda as músicas de 1901 a 1957) são um prato cheio, uma mão na roda. Falo por experiência própria, já preparei e dei uma aula sobre as músicas de 1950 a 1961, de Getúlio a JK, que foi muito boa, pois foi possível aliar a leitura do momento à leitura das letras das músicas. Apesar do preço um tanto salgado, a média de R$ 35,00 cada livro, vale cada centavo do investimento.

domingo, 18 de março de 2012

Guia de Leitura – Fausto/ Don Juan/Werther/Cândido


Os livros acima nomeados trazem uma infinidade de leitura em suas páginas. Uma das possíveis é enxergarmos neles uma leitura da modernidade que se começa a construir no final do século XVI. Todos os personagens dos livros passam por momentos difíceis em suas vidas. A maneira como encontram para lidar com os problemas é particular de cada qual, mas os problemas existem, e são todos humanos.
Nos livros há duas dimensões do mundo, medieval e moderno, o ambiente, quase sempre é medieval, mas os pensamentos dos personagens principais são sempre modernos, o drama existencial em que os personagens vivem são sempre dramas modernos. As questões que movem os personagens são facilmente reconhecíveis por nós, leitores modernos, mas o ambiente em que vivem nos é totalmente estranho e adverso. É estranho ler nossas idéias e opiniões sendo discutidas em um mundo tão diferente do qual estamos acostumados a circular.  Os desejos que animam os personagens são desejos de conquista, de desbravar territórios inacessíveis. Uma característica que move o homem moderno é justamente o desejo da conquista, desde Colombo até os dias atuais estamos sempre andando em frente, preocupados com a conquista e na maioria dos casos esquecemos suas conseqüências. Abaixo segue alguns tópicos para lhe ajudar na leitura dos livros:

·        O que significa a vida moderna nesses livros
·        O que significa a conquista para os personagens
·        De que maneira o conhecimento e o autoconhecimento interferem na vida dos personagens
·        Qual a diferença que os personagens têm com o mundo ao seu redor
·        Qual o papel de Deus e da religião na vida desses personagens
·        Os conflitos entre mentalidades – medieval e moderna – estão presente nos livros
·        Qual a importância do dinheiro para os personagens
·        O que mais importa o Amor ou a Conquista?
·        Os personagens se enxergam como constantes ou a mudança é uma característica forte neles


domingo, 4 de março de 2012

Filme: Memórias Póstumas

Título: Memórias Póstumas. 2001. dir. André Klotzel. Brasil. 102 min. Comédia.

O filme é inspirado no livro de Machado de Assis, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, livro este que inaugura o realismo no Brasil em 1881. a estrutura narrativa do filme segue, basicamente, a mesma do filme, alguns personagens, como a irmã de Brás Cubas desaparecem, assim como desaparecem muitas reflexões do defunto-autor ao longo do filme.
            O filme pode ser exibido tanto para os alunos do fundamental, geralmente Segundo Império é matéria do 9º ano, quanto para os alunos do EM, existem algumas poucas cenas que poderiam causar problemas, mas elas são facilmente explicáveis, quer pelo professor quer pelo narrador da história.
            Lendo-se o livro pode-se vislumbrar muitos aspectos da sociedade da corte, a aversão ao trabalho, o lugar dos negros, o pouco espaço para os brancos menos abastados e sem dinheiro, a vaidade e os caprichos de uma classe abastada, que, na maior parte das cenas ficam bem ilustradas no filme de André Klotzel.
            A exibição do filme pode ser um bom ponto de partida para discutir com os alunos sob a vida em sociedade do Segundo Império, partindo-se, como sugestão dos tópicos listados abaixo.

Pontos a serem observados:
  • Sociedade do Segundo Império;
  • Características de classe social;
  • Papel de brancos e negros;
  • Importância da política no Segundo Reinado;
  • Relações humanas no período imperial.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Livro: A Cultura Renascentista

Livro: SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. 25 ed. São Paulo: Atual: 1994.



“O Renascimento” de Nicolau Sevcenko é um livro muito interessante para se trabalhar em sala de aula. Sevcenko faz uma abordagem bastante didática do período da renascença, dando ênfase ao ponto de que não houve apenas um Renascimento, ao contrário, foram vários, a partir desse tópico trata de ilustrar a importância de cada local, cada período para se construir o período que seria posteriormente chamado de “Renascimento”.
O livro é dividido em capítulos que abordam desde as condições gerais, os humanistas, a importância das línguas nacionais e do teatro para a difusão de uma cultura mais voltada para o homem e a ação do que para a contemplação medieval. A obra em si, por fazer parte de uma coleção voltada aos alunos do Ensino Médio, “Discutindo a História”, é acessível a maior parte dos alunos secundaristas. O único senão fica pelo fato de que o autor, talvez por questões editoriais, não utiliza tantas pinturas quanto poderia – e deveria – e as poucas pinturas que aparecem são todas em preto e branco. Afora isso o livro é muito interessante para ser utilizado em sala, tanto como sugestão individual a alguns alunos, como para uso como livro paradidático. Abaixo listo algumas sugestões para a utilização do livro em sala.

  • Explique algumas das mudanças do período medieval para a modernidade;
  • De que maneira podemos relacionar o desenvolvimento do comércio e das universidades com o contexto do Renascimento?
  • Segundo Nicolau Sevcenko o que significava ser humanista durante o início da modernidade?
  • É correto afirmar que houve uma influência do mundo antigo nas obras renascentistas?
  • De que forma a individualidade moderna pode ser identificada no Renascimento?
  • Identifique a importância da burguesia para o desenvolvimento do Renascimento;
  • O Renascimento pode ser considerado um movimento de massas, ou seja, as obras tinham alcance em todos os níveis sociais?
  • Explique a importância da substituição do teocentrismo medieval para o antropocentrismo moderno no contexto do Renascimento?
  • De que maneira o Renascimento influenciou alguns movimentos posteriores, como a Reforma e as Grandes Navegações?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Filme: Gangues de Nova York

Título: Gangues de Nova York (Gangs of New York). 2002, dir. Martin Scorcese. EUA, 164 min. Drama.

O filme se passa em meados do século XIX, no bairro novaiorquino de “Five Points”. O início do filme ocorre em 1846, com uma disputa entre dois grupos pelo poder no bairro, após isso salta rapidamente para a década de 1860 onde se desenrolará o enredo de todo o filme. 
Baseado em um livro de autoria do jornalista Herbert Asbury de 1928, o diretor Martin Scorcese esperava durante anos para poder filmá-lo, uma vez que considerava-o como um relato próximo da verdadeira origem de Nova York.
O mote principal do filme, a meu ver é a vingança. O sentimento move o jovem Amsterdam Vallon que viu seu pai ser assassinado pelo implacável Bill The Butcher. Enquanto o enredo se desenvolve vemos muitos aspectos da história sendo explorados pelo diretor do filme relativos à formação da Nova York atual. Muitos desses aspectos fazem parte da constituição das cidades ocidentais modernas, e são esses os aspectos que devem ser explorados por você na apresentação de seu trabalho. Seguem abaixo alguns tópicos que podem servir como sugestão para a elaboração de seu trabalho, você pode, e deve, procurar outros tópicos para a redação final de seu texto:

  • Qual a relação do poder das gangues com o poder constituído;
  • Em que medida o dinheiro orienta as relações entre os indivíduos;
  • De que forma a religião aparece no filme;
  • Qual é a moralidade dos personagens do filme;
  • Descreva os ambientes freqüentados por ricos e pobres.



 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Filme: A Educação Grega em Percy Jackson

Ttítulo: Percy Jackson e o Ladrão de Raios. (Percy Jackson and the Olympians: The Lightning Thief). 2010. Chris Columbus. 119 min. Canadá /EUA. Aventura.


            A visão que tinham de si como povo, com uma unidade cultural muito forte, que os diferenciava dos bárbaros, fez com que os gregos dessem muito valor à educação, à formação do homem grego, ao longo de sua história.
Como a cidade só existe por e pelos cidadãos o principal objetivo é o de preparar o menino para ser um bom cidadão, capaz de colaborar com as decisões tomadas pelos seus pares. É importante ressaltar que as meninas não recebiam o mesmo cuidado na educação que os meninos, uma vez que o título de cidadão era dado apenas aos homens nascidos na cidade.
O filme “Percy Jackson” narra o processo de formação de um menino em homem. No início do filme somos apresentados a um adolescente comum de nossa época, pouco afeito aos estudos, inseguro, disléxico, sem perspectivas, incapaz de vislumbrar um futuro, qualquer futuro.
Depois de algumas reviravoltas, Percy Jackson em perigo é levado para um acampamento em que deve ser treinado para tornar-se um homem por completo, aos moldes da educação grega da antiguidade.
Durante o período clássico, em Atenas, a formação do homem devia ser capaz de subjugar as paixões, os desejos e os instintos subordinando-os à razão, é o que buscam fazer Sócrates e Platão, por exemplo. Para alcançar tal habilidade uma série de atividades são desenvolvidas, a ginástica, para desenvolver o corpo e a música, a leitura e o canto das grandes obras para desenvolver o espírito. Esse era, portanto, um ideal de equilíbrio, um ideal de virtude, tão procurada por Sócrates e Platão. Essa virtude recebia o nome de aretê, em seu livro “Apologia de Sócrates”, Platão assinala essas palavras de seu grande mestre:
Nas minhas idas e vindas pela cidade, não faço outra coisa senão persuadir-vos, novos e velhos, a que vos preocupeis mais, nem tanto, com o vosso corpo e as vossas riquezas do que com a vossa alma, para a tornardes o melhor possível, dizendo-vos 'A virtude (aretê) não vem da riqueza, mas sim a riqueza da virtude, bem como tudo o que é bom para o homem, na vida particular ou pública’.
Não é por acaso que Aristóteles vai afirmar, na Política, que o homem é um animal político, pois os atenienses, em particular e os gregos em geral, são educados para entender que fora dos limites da polis não são muito diferente de um objeto animado. Ainda segundo Aristóteles, em seu livro “Política”:
Aquele que não precisa dos outros homens, ou não pode resolver-se a ficar com eles, ou é um deus, ou um bruto. Assim, a inclinação natural leva os homens a este gênero de sociedade. O primeiro que a instituiu trouxe-lhe o maior dos bens. Mas, assim como o homem civilizado é o melhor de todos os animais, aquele que não conhece nem justiça nem leis é o pior de todos. Não há nada, sobretudo, de mais intolerável do que a injustiça armada.

Essa necessidade de outros homens, de outros cidadãos é uma característica forte da sociedade grega e uma marca de sua educação para o exercício da cidadania. De certa maneira podemos apontar a valorização do indivíduo – não da individualidade –, da personalidade, o reconhecimento e valorização da razão, todos esses elementos pesam na educação do homem grego. Conforme aponta Pilletti, em seu livro “História da educação”:
O fim da educação, então, não era dar a informação sem base que, aliada a um verbalismo superficial e brilhante, constituía o ideal dos sofistas. Era ministrar saber ao indivíduo, pelo desenvolvimento do seu poder de pensamento. Todo indivíduo tem em si a capacidade de conhecer e apreciar tais verdades como as de fidelidade, honestidade, verdade, honra, amizade, sabedoria, virtude, ou pode adquirir essa capacidade.

Voltando ao filme “Percy Jackson” é fácil vislumbrar que a educação recebida por ele no acampamento fazia algum sentido, o aprendizado dava-se em bases práticas, compreensíveis e o resultado, a transformação de um menino em homem era visível à todos; inclusive aos espectadores do filme.

Pontos a serem observados:

  • Compare os momentos da educação de Percy Jackson na escola e no acampamento, descreva as semelhanças e diferenças;
  • Como é possível diferenciar a educação grega da educação contemporânea?
  • Descreva como ocorre a transformação do menino em homem? Identifique pontos cruciais dessa transformação.